A Associação AGIR pelos Animais foi formada em Outubro de 1995 por dissidentes da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais do Distrito de Coimbra (por esta nada fazer, do ponto de vista dos referidos dissidentes, em prol dos Animais) e, na sua maioria, por jovens estudante que cheios de idealismo e desfasados com a realidade de então (e actual), procuravam acudir aos animais abandonados e estropiados, independentemente do sitio onde se encontravam.
Um dos seus objectivos era acabar com o espectáculo que ainda hoje se observa nas nossas estradas onde todos os dias são atropelados e morrem em sofrimento atroz, animais abandonados por aqueles a quem se dedicaram.
Assim, logo após a sua constituição a AGIR acudiu a uma situação de extrema gravidade, acolhendo 17 cães, que se encontravam em estado indescritível, em Cantanhede. E, um pouco por todo o lado a AGIR foi, como Bombeiros, acudindo a situações de emergência por todo o distrito de Coimbra e não só, com acções desenvolvidas na Figueira da Foz, Guarda, Viseu e Aveiro, para citar apenas algumas.
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| Quinta da Moenda |
Pessoa sensível à causa colocou à disposição da AGIR uma quinta (da Moenda) em Poiares onde albergávamos os animais de que cuidávamos. Em Setembro de 1997 éramos, na AGIR, 94 canídeos, 31 “gatideos” e 284 “Humanideos”, isto segundo uma publicação da AGIR datada de 30 de Setembro.
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| Cão-Mor |
Em 1998 fomos recebidos pelo Sr. Presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, na sequência de um acidente no Cruzamento de Quinhendros em que recolhemos um cão cego (por nós denominado de Cão-Mor) propondo a elaboração de um protocolo de colaboração. Fomos muito bem recebidos, mas não houve consequências.
Em 1999 um outro simpatizante da causa cedeu um terreno em Poiares, para o qual a AGIR chegou a obter um parecer de viabilidade de construção de um abrigo, tendo mesmo sido elaborado um projecto por Arquitecto amigo da causa:
Em 2003 o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares enviou-nos uma carta que foi anexada a processo então enviado para entidade competente solicitando o estatuto de utilidade Pública. Infelizmente apenas possuímos em arquivo a cópia da carta em que agradecíamos a carta acima referida assim como a proposta de cedência pela referida Câmara Municipal de um terreno, e respectivo processo, na Serra da Soalheira, para a construção de um canil. Nessa nossa carta, datada de 1 de Junho de 2003, solicitávamos que houvesse brevidade na execução do projecto. Crentes nas promessas que nos foram feitas fomos aguardando…
Em 2005 a referida Câmara de Poiares iniciou obras em caminho, junto à Quinta da Moenda e efectuou marcações no interior da mesma. Pela mesma altura foram efectuadas descargas de material poluente no ribeiro que passa pela referida quinta, iniciando-se assim um contencioso entre Presidentes que com ameaças veladas de se mandar abater os animais, levou a que desesperadamente procurasse-mos um local onde se pudessem albergar os cerca de 200 cães que cuidávamos.
Ainda em 2005 houve negociações com a Câmara de Coimbra para a cedência de utilização de uma pedreira desactivada, na freguesia de Cernache, junto à estrada Vila Nova - Casa Telhadacom cerca de 7500 m2, que visitámos a 3 de Julho e para a qual chegámos a elaborar, ainda em Julho, um projecto prévio.
Falhada mais uma hipótese de criarmos um Abrigo continuámos, desiludidos com mais uma promessa dos nossos políticos autarcas, feita em véspera de eleições para logo ser esquecida, surgiu-nos um local: Quinta do Rosmaninhal, junto a Montemor-o-Velho.
Em 26 de Maio de 2006 iniciámos a transferência dos animais a nosso cuidado, para o Abrigo / Santuário provisório do Rosmaninhal tendo por regra o não ingresso de novos animais, a não ser em casos muito pontuais (animais abandonados junto ao Abrigo), e lá permanecemos até Dezembro de 2010 sem que tenhamos tido qualquer conflito com os vizinhos, antes pelo contrário, com eles colaborando activamente promovendo a esterilização de cadelas e prestando cuidados aos seus animais, doentes ou feridos.
Com rendas pagas até Fevereiro de 2011, fomos confrontados em 2009 com a venda da referida Quinta do Rosmaninhal, exigindo o novo proprietário a nossa saída até ao fim do ano (2009).
Desesperadamente procurámos, por todo o Distrito, um terreno para onde pudéssemos, mais uma vez, transferir os animais.
Sabedores da nossa urgência e aflição a Sr.ª Dª Maria Rama disponibilizou-nos, sem quaisquer contrapartidas e por tempo indefinido, um terreno que possui na localidade da Torre, que se encontrava ao abandono e recoberto por silvas onde, esforçamo-nos, com a ajuda de voluntários (alguns deles moradores nas casas mais próximas), a construir tão rapidamente quanto possível, tendo em conta as características do terreno, utilizando somente materiais de fácil remoção que facilitam a posterior reposição das suas condições e fins primitivos tendo em vista a sua restituição à sua proprietária, com:
Estacas de madeira
Rede metálica (que pregámos às estacas)
Rede de Sombra (presas às estaca e rede servindo de parede)
erguemos o Abrigo / Santuário da Torre









Isto serviria de Prefácio ao Livro que irá escrever :)
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